quinta-feira, 23 de abril de 2009

Distracções

Já alguma vez encontraram o amor assim cara a cara? Como o reconheceram? Foi o cheiro? O olhar? O toque? A voz? Como tiveram a certeza de que aquela pessoa realmente valia a pena? Que aquela pessoa valia a pena arriscar incertezas e certezas, medos e seguranças?
Como sabemos que se trata de amor e não de uma distracção criada?
É inevitável fazer-vos todas estas questões... Eu acho que não consigo perceber a diferença entre amor e distracção! Acho que a maior parte das mulheres que eu conheço não o sabem fazer...
Inevitavelmente, lembro-me de todas as minhas historinhas todas e percebo que andei tanto tempo distraída a julgar que era amor o que eu sentia e o que diziam sentir.

2 comentários:

  1. uma vez li num poema que agora não me recordo o autor, mas penso que ainda o terei guardado em algum sitio, fez sentido para mim na altura, e hoje, por diferentes motivos ainda faz..e vai qualquer coisa assim..
    "um grande amor so se avalia bem depois de se perder"

    beijo miuda ;)*

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  2. Ah ah! encontrei...Antonio Botto..

    Quanto, me queres? - perguntaste
    Numa voz de lamento diluída;
    E quando nos meus olhos demoraste
    A luz dos teus senti a luz da vida.

    Nas tuas mãos as minhas apertaste;
    Lá fora da luz do Sol já combalida
    Era um sorriso aberto num contraste
    Com a sombra da posse proibida...

    Beijámo-nos, então, a latejar
    No infinito e pálido vaivém
    Dos corpos que se entregam sem pensar...

    Não perguntes, não sei - não sei dizer:
    Um grande amor só se avalia bem
    Depois de se perder.

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