sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Carta

"Meu amor:

Como estás? Como está o teu sorriso, a tua alma e a tua vida? Já faz algum tempo em que te deixei sozinho na nossa sala, convencida de que fazia o melhor para os dois. Abandonei aquela sala, da nossa casa, certa de que me irias agradecer por te deixar correr atrás da vida... Ou por tontice achei que ias correr atrás de mim?
Eu estou bem... Quer dizer, escrevo-te porque as saudades não cabem dentro do meu peito e porque todas as noites me lembro do que era ter-te do meu lado. Escrevo-te porque "amo-te" está entalado na minha garganta e sinto falta de te dizer todos os dias, antes de adormecer. Escrevo-te porque nesta nova casa, falta um pedaço de ti... Falta um pedaço de ti em mim... e porque sinto falta do pedaço de mim que ficou contigo naquela sala!
Conta-me coisas de ti. Conseguiste concretizar os sonhos que partilhávamos? Já vives na casa que idealizámos? Esperando que eu te escreva esta carta e te peça para regressar? Tontice minha, soube no momento em que não me procuraste mais que o teu coração tinha-se encantado e perdido noutra pessoa.

Mesmo assim, escrevo-te... Ficaste gravado na minha história... Ficaste gravado em mim e na minha pele....

Como estás, meu amor? Ainda ficas de mau humor quando te acordam bruscamente de manhã bem cedo? Ainda te deitas no sofá e te lembras de mim? Ainda guardas as nossas fotografias? Ainda choras, como eu choro, porque não estou contigo, e tu não estás comigo?

Meu amor, a minha vontade é regressar na estrada que me leva de encontro a ti e que me mata a saudade...

Meu amor, está será, apenas, mais uma carta que não terei coragem de te enviar para te dar a saber de mim e de como eu queria saber de ti...

Continuo a percorrer as ruas, com todas as cartas na bolsa... esperando um dia ter coragem de te dar a saber de mim...

Despeço-me até novas palavras...

Um beijo grande"

sábado, 6 de novembro de 2010

Porta aberta

A porta estava um pouco aberta. Deixei-a, assim, de propósito! Disse-te que a ia deixar meia aberta para que pudesses entrar quando quisesses vir e adormecer a meu lado!
Disse-te que ia sonhar com coisas bonitas para que quando chegasses me visses a dormir com um sorriso!
A porta fechou-se sem que eu quisesse porque o tempo cansou-se do tempo que demoraste a chegar!
Agora, fico a pensar, na cama, de olhos bem abertos e a sonhar acordada. Quem teríamos sido se entrasses a tempo?
Quem seriamos se não tivesses medo? Quem seríamos se eu não tivesse simplesmente decido a esperar!

Hoje apenas isto... Hoje não dá para muito mais.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pequenos Gestos

Hoje... Sim hoje lembra-te que és a pessoa mais importante do mundo... Mais importante do teu mundo!
Lembra-te que as coisas extraordinárias nascem em ti e por ti se difundem noutras pessoas...
Lembra-te que no mundo todas as peças são importantes e fundamentais e que fazem sentido assim mesmo....
Que a vida implica ganhar ou perder pessoas importantes.... Que a vida implica ter ou não ter...
Lembra-te que tudo faz sentido por mais que magooe e que sintas que é injusto o que te rodeia...
Hojhe sorri, sabes que sorris tão pouco? Sabes que um sorriso consegue iluminar a alma de alguém?
Guarda as lágrimas... guarda-as como um trunfo na manga, para mostrares a vida que conheces as emoções que ela vai criando...
Abre as caixas dos segredos e observa o mundo por um segundo....
Não é engraçado sentires a cidade com tanta vida... com tantas histórias e com tantos pensamentos a passarem mesmo a teu lado?
Aprecia o cor-de-rosa que se deixa pintar no céu...
Perde-te nas estrelas que, ainda, consegues encontrar na cidade cheia de luz...
Hoje, lembra-te que és a pessoa mais importante do teu mundo...
Hoje, estás aqui e fazes a diferença... mesmo em pequenos gestos!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Deita-te a meu lado

Mais uma vez, aqui estou!
Hoje escrevo apenas para te deixar um pedido... Algo que quero que tomes em consideração! Algo meu e teu... Algo que marque o resto dos dias em que me perco e me encontro a teu lado.
Hoje quero que te deites a meu lado. Sim, sei que me vais dizer que todos os dias adormeço em teus braços e que não entendes o meu pedido! Mas hoje é diferente...
Hoje quero que sejas tu a adormecer nos meus braços, quero ser eu a proteger-te do mundo lá fora, quero ser eu o teu braço forte.
Xiu, não reclames! O teu hábito é reclamar sem parar, porque simplesmente tens necessidade de controlar as coisas mais pequenas já que o mundo é incontrolável! Xiu, não digas que tu é que tens que ser sempre forte. Sabes que não...
Deixa-me sussurar-te ao ouvido palavras ainda mais doces... Deixa-te adormecer com os carinhos que faço ao longo do teu rosto...
Hoje deixa-te ficar do meu lado, adormece tranquilo... Chove lá fora, mas deixa-te tranquilo! Estou aqui para ti!

sábado, 21 de agosto de 2010

Devaneios em Agosto

Knock knock! Posso entrar? Aqui estou eu, mais uma vez! Espantada ou não, cá estou eu neste meu pequeno refúgio onde as minhas palavras são sempre claras!
Cá estou porque, novamente, acho que se falar alguma coisa acabo por estragar alguma coisa! Enfim, complicadinha volto...
Neste tempo de ausência, perdi-me em pensamentos que julguei que devia ter registado de imediato... Não o fiz e agora quero voltar a lembrar-me deles mas não consigo...
Mas vou me concentrar na complicação da vida, no quanto desvalorizamos o que temos e no tempo que perdemos a julgar se realmente queremos algo... No tempo que perdemos e no tempo em que deviamos dizer todas aquelas "palavras que nunca diremos". Parece-vos familiar?
Não me vou perder em romantismo sentimentaloíde, prometo! Juro que não vou... mas apetece-me....
Apetece-me virar o mundo do avesso para ver se ele volta ao normal... Apetece-me parar no calendário e ficar-me apenas pelo o que realmente me deixa com um sorriso nos lábios... Apetece-me extinguir as coisas más do mundo... Apetece-me mudar o mundo... Invadida por um sentimento de poder meio adolescente, venho para aqui escrever sem sentido, sem lógica e sem jeito. Sem jeito nenhum mesmo...
Cansada da complicação toda... apenas quero dias tranquilos, com aquele tempo de outono que ainda não chegou mas que vai bater nas janelas não tarda nada!
Confusos? Ainda bem, era esse o objectivo mesmo!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Menina traquina

Ora cá me encontro em novos segredos... Regresso a um mundo confortável onde sei sempre quem sou e não duvido de nada! Onde as minhas palavras permitem-me construir um mundo de fantasia que encanta qualquer um, onde tudo parece ser muito simples!
Um lugar só meu e de quem lê estas palavras deixadas aqui, como que por acaso!
Um lugar onde posso dizer que a realidade dos meus dias me parece desiludir de dias futuros, onde parece que deixei de acreditar na grande parte das pessoas que me rodeiam!
Um lugar onde as palavras não magoam e onde o corpo não guarda mensagem nenhuma pois esconde-se detrás desta palavras largadas.
E sabem, todos os dias anseio pela noite... anseio pelas estrelas e pelas luas e deixo-me ficar um pedacinho no meu cantinho, no meu silêncio e pergunto-me onde está aquela miudinha traquinha, de sorriso grande e de alma sem tamanho...
E sabem, se a encontrarem digam-lhe para regressar a casa, porque eu não sei ser quem sou sem ela!

terça-feira, 2 de março de 2010

Segredos urbanos

Aqui estou novamente e trago mais segredos urbanos... segredos de uma nova rua, de um novo sítio! Muito aconteceu desde as minhas últimas palavras escritas.
Segredos de um novo sítio onde construo mais um pedacinho das minhas histórias, agora bem mais tranquilas.
Os sons desta rua são diferentes, as pessoas são diferentes e as rotinas também. O relógio parece andar mais acelerado aqui do outro lado do rio e quase não há tempo para os meus habituais devaneios e viagens de mente.
As mobílias são diferentes e as roupas estão arrumadas em gavetas diferentes! As chaves são outras e as pessoas que habitam os quartos já não são aquela multidão que me irritava.
As discussões e conversas mais agitadas são outras... Tudo é diferente mas sei que me vou adaptar e habituar a estes novos segredos urbanos...
Amanhã é mais um dia de trabalho e perco-me em afazeres que não controlo de todo porque o tempo parece não chegar.

Hoje fico-me por aqui...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Casa

Porque a vida nos prega partidas e descobrimos que as certezas são relativas mesmo quando precisamos de saber se temos ou não os pés bem assentes no chão. Porque procuramos intensamente lugares comuns onde nos reconheçamos e porque todos ambicionamos ter um lugar ao qual chamar casa.
Nós que passamos a vida a dizer que queremos viver a vida e no final parece que preferimos desperdiçar o tempo e no final não termos encontrado o que realmente a vida nos traz e o que nós queremos dela. Confuso? Eu também sou assim... Somos todos assim! Gostava de conhecer alguém que me dissesse o contrário... alguém que me dissesse que vive a vida e sabe vivê-la... Saber viver parece-me ser uma grande sabedoria para a qual ainda não estou bem preparada, mas lá vou tentando e descobrindo coisas novas todos os dias... Agora onde é que me sinto em casa? Descobri que os tectos me trazem conforto, mas é contigo que me sinto em casa. No teu abraço, no teu sorriso, no teu rosto zangado ou pensativo... contigo sinto-me em casa...
Pelo menos já encontrei um dos sítios onde me encontro em casa...

"Maybe tomorrow i'll find my way home" :)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Onde estou?

Ninguém acredita em mais nada. Eu, própria, que teimava em acreditar que era das que ainda acreditava devo admitir aqui que deixei de acreditar... É aqui que encontro expectativas e sonhos que a realidade me diz não passarem disso mesmo. Os grandes sentimentos vivem nas palavras e poesia dos grandes poetas, na imaginação dos eternos românticos e nos corações de ainda alguns adolescentes que crescem a acreditar em histórias de encantar...
Não sei bem o que se passa comigo, mas a verdade é que deixei de acreditar. Duvido de tudo e todos e sei que nada parece-me genuíno... Vivo enrolada em ilusões e mentiras e depois quando chega a minha hora de viver não sei em que acreditar!
Queria ter toda a certeza do mundo e deixar de sentir medo.... Queria ter todas as respostas do mundo e voltar a acreditar... Queria manter-me optmistas, mas as pessoas e este tempo foleiro não me permitem mais ser quem era....
Onde estou? Quando me encontras? Não te demores muito mais...